Curitiba - O Partido da Frente Liberal (PFL) em Curitiba decidiu ontem se declarar independente em relação à gestão do prefeito Beto Richa (PSDB). Os pefelistas lamentam o fato de não haver ninguém indicado pelo partido na prefeitura.
Há pefelistas em vários escalões, mas todos escolhidos pelo prefeito, nenhum recomendado pelo PFL. Um deles é Paulo Schmidt presidente da Urbs, responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo.
Apesar do ressentimento, o afastamento entre os dois partidos, tradicionais aliados, não vai muito longe. Na prática, a declaração de independência funciona mais como uma forma de protesto. A decisão foi tomada em votação unânime, após duas horas de conversa na sede do diretório de Curitiba. Mais de 50 pefelistas participaram.
Segundo o presidente do diretório municipal, ex-deputado federal Luciano Pizzatto, o PFL considera bom o plano de governo de Beto Richa para a cidade, e por isso vai continuar apoiando suas propostas. Os projetos apresentados pelo governo municipal, porém, serão discutidos caso a caso. Ele frisou que o afastamento busca fortalecer o PFL. ''Seremos independentes, não oposição'', disse Pizzatto.
A bancada do PFL é a maior da Câmara, com cinco vereadores. O partido quer ser reconhecido pelo seu peso, e por isso deve passar a funcionar de maneira diferente no plenário a partir do mês que vem, quando recomeçam as sessões. O vereador Fábio Camargo (PFL) vai discutir os assuntos com a bancada e o diretório, para que todos estejam afinados.
''Vamos trabalhar em bloco. É claro que teremos ônus também. Não contaremos com o apoio da prefeitura para os projetos do PFL'', ponderou Camargo.

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