Curitiba - A executiva estadual do PFL decidiu ontem que irá apoiar o nome de Beto Richa (PSDB) para o governo do Estado. A decisão foi aprovada com a presença de nove dos 14 integrantes da executiva do partido e dois suplentes. Não estiveram na reunião os deputados federais Abelardo Lupion e Joaquim dos Santos Filho. Ambos defendem o lançamento de candidatura própria, o que dá fôlego ao deputado federal Rafael Greca, que tenta viabilizar-se como candidato ao governo.
A mulher do governador Jaime Lerner (PFL), primeira-dama Fani Lerner; a empresária Márcia Schier; e a vereadora de Curitiba Julieta Reis também não compareceram a reunião, realizada pela manhã num hotel. A aliança com o PSDB e o apoio a Beto Richa foram aprovados quase que por unanimidade. Apenas o presidente do Instituto Tancredo Neves, Estefano Ulandowski, se absteve da votação. ‘‘Agora começaremos a pensar em nomes para a vice e para o Senado’’, dizia animado o ex-governador João Elísio de Campos Ferraz, presidente do diretório regional do PFL.
O apoio declarado a Beto Richa agrava ainda mais a crise interna do PFL. Lupion, Santos Filho e Greca tentam reverter a decisão numa reunião marcada para hoje, as 15 horas, em Brasília com o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, que está de volta de uma viagem à Espanha. ‘‘Estão tentando dar um golpe no PFL e eu não posso concordar com isso’’, afirmou Lupion. Para o deputado, o PFL sai dividido após a decisão da executiva estadual. ‘‘O PFL está rachado.’’
A decisão da executiva do PFL, tomada ontem, para ter validade para estas eleições, precisa ser homologada durante convenção do PFL, marcada para o dia 15 de junho próximo.

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