PFL cobra do presidente ação agressiva de marketing
PFL cobra do presidente
ação agressiva de marketing
O comando nacional do PFL quer que o presidente Fernando Henrique Cardoso adote uma estratégia agressiva de prestação de contas à população para reverter a queda de popularidade registrada nas pesquisas eleitorais. Em conversas com os dirigentes pefelistas, Fernando Henrique tem sido aconselhado a recorrer aos programas de rádio para mostrar as ações do governo ao eleitor e também a cobrar dos governadores aliados que façam o mesmo em seus Estados.
O diagnóstico do PFL é de que o presidente tem no máximo dez dias para arrumar a casa e dar unidade de ação à equipe de governo e aos parceiros da reeleição. Mas ainda que todos façam bem o dever de casa, ninguém acredita em efeito relâmpago nas pesquisas. O prognóstico otimista dos dirigentes pefelistas é o de que o governo volte a crescer nas pesquisas no fim de julho. O desafio é administrar uma candidatura presidencial dois meses em baixa.
Os cardeais do pefelistas avaliam que o trabalho do governo federal não aparece e que isto ocorre em grande parte por causa da omissão dos governadores do PMDB e PSDB, que não divulgam a participação do Executivo federal nas obras tocadas pelos Estados. O governador Antônio Britto (PMDB-RS) está abrindo vantagem contra o PT, beneficiado pela injeção de verbas federais no Estado, mas ninguém sabe disso, disse um pefelista ao presidente esta semana, ao sugerir que os governadores aliados colem sua imagem à do presidente, para que todos possam colher prestígio junto ao eleitor.
Os prefeitos aliados também serão chamados a colaborar. Pesquisas encomendadas pelo PFL mostram que o item que mantém boa parte dos prefeitos em alta é o investimento em redes de esgoto e casas populares. Assim como as cestas básicas do Comunidade Solidária, os programas de saneamento básico e habitação foram municipalizados, mas continuam sendo feitos com recursos federais. O que se quer é que, nas placas de inauguração das obras que envolveram dinheiro do governo federal apareça também o nome do presidente.
Outro dado apontado como inadmissível é a discrepância entre o desempenho do governador tucano Tasso Jereissati e o do presidente no Ceará. Não é possível que o Tasso tenha o apoio de 73% dos cearenses e que a intenção de voto em Fernando Henrique gire em torno dos 10 pontos porcentuais, queixa-se outro dirigente do PFL. Ele aposta que esta situação também será revertida, porque o candidato do PPS a presidente, Ciro Gomes, não sustentará a média de 50% dos votos do Ceará, que exibe hoje. (AE)





