Os coordenadores da campanha de Cassio Taniguchi (PFL) decidiram partir para o ataque contra Ângelo Vanhoni (PT) nas inserções de propaganda paga na TV, desqualificando o candidato no tempo em que foi funcionário do Banestado. A Folha teve acesso aos documentos apresentados na TV. Em um ofício datado de 8 de abril de 1987 e assinado pelo então gerente da Divisão de Assuntos de Pessoal do Banestado, Roberto Antônio Dalledone, é solicitada ‘‘a posição dessa Administração’’ sobre a ‘‘conduta profissional’’ de Vanhoni. A resposta a essa solicitação – que foi narrada na propaganda da TV – tem escrito a mão a data de 14 de abril do mesmo ano, e a assinatura não é identificada.
‘‘Trata-se de um mau funcionário, não seguidor das normas vigentes, não havendo o menor interesse por parte desta administração em sua permanência. Somos favoráveis à sua demissão’’, diz o parecer final da avaliação de Vanhoni. Naquela época, Vanhoni dividia o trabalho com atividade no sindicato da categoria. Desde que foi eleito vereador, em 1988, Vanhoni está licenciado.
Mas, em menos de 24 horas, o filme foi retirado do ar. Os advogados do PT já haviam ajuizado uma ação, pedindo a proibição. Ontem, a assessoria de imprensa de Cassio garantiu que o filme só seria veiculado ontem. A assessoria negou que a decisão foi tomada por medo que a divulgação do documento do banco fosse ferir a legislação eleitoral.
‘‘Eles não conseguiram atacar o Vanhoni pelos aspectos técnicos e, agora, querem partir para os ataques pessoais. Se havia essa avaliação há tanto tempo, porque não foi instaurado um processo administrativo para puní-lo?’’, questionou o coordenador jurídico do PT, Antônio Caetano de Paula Jr.

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