PFL aproveita crise no PTB para reforçar a sigla no Paraná
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sábado, 09 de agosto de 1997
Curitiba 
O PFL está aproveitando a crise interna do PTB para engordar o partido no Paraná. O presidente do diretório estadual e ex-petebista José Carlos Gomes de Carvalho - o Carvalhinho - já convidou os seis deputados estaduais, os três federais, e os secretários da Agricultura, Hermas Brandão, e da Indústria e Comércio, Nelson Justus, do PTB, para assinarem ficha de filiação numa grande festa, ainda sem data definida, que está sendo organizada para os próximos dias.
Carvalhinho aposta que a ida do presidente da Assembléia, Aníbal Khury - já confirmada por ele mesmo na última quinta-feira -, provocará uma transferência em bloco dos petebistas para o PFL. Luiz Carlos Alborghetti anuncia amanhã o seu desligamento do PTB e o secretário da Agricultura já admite que está com um pé no PFL. Teremos um crescimento não só em quantidade, mas também em qualidade, contabiliza. Hoje, o PFL tem cinco deputados estaduais e oito federais. A expectativa é de que as duas bancadas detenham no mínimo 10 parlamentares.
O presidente do PFL diz que o partido mudou de perfil, se comparado com as eleições para o governo em 94 e as municipais de 96. Não somos mais coadjuvantes. Crescemos e conquistamos um espaço político próprio, avalia o dirigente. Carvalhinho não acredita que uma filiação em bloco vá inchar o PFL. O nosso coeficiente eleitoral vai crescer, e isso é positivo, contra-argumenta.
O presidente estadual do PTB, Nelson Justus, não esconde a preocupação com o assédio da cúpula do PFL. Não recebi ainda nenhuma comunicação do Alborghetti, mas eu já esperava. É normal que haja uma movimentação. Tentaremos buscar é uma acomodação, promete o secretário da Indústria e do Comércio, que em uma semana resolve o desconforto interno no PTB gerado com as desavenças entre Khury e o presidente nacional do PTB, senador José Eduardo de Andrade Vieira.
Justus aconselha os petebistas a pensar duas vezes antes de sair do partido. Está muito claro para mim que haverá um congestionamento no PFL. A legislação não dá a coligação na proporcional ainda como fato consumado, pondera. O secretário diz que fica no PTB, desde que o partido feche apoio à reeleição do governador Jaime Lerner. (L.D.)


