PFL apresenta proposta para elevar mínimo a R$ 260,00
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terça-feira, 08 de abril de 2003
Agência Folha 
Brasília - O PFL resolveu ontem subir o tom contra o Palácio do Planalto e marcar terreno como o principal partido de oposição no Congresso. Além de defender um salário mínimo de R$ 260, R$ 20 a mais do anunciado pelo governo, os pefelistas decidiram tentar obstruir os trabalhos da Câmara dos Deputados, que já encontravam dificuldade devido ao fato de sete medidas provisórias estarem trancando a pauta.
Em decorrência da obstrução, que contou com o apoio do PSDB, o governo não havia conseguido votar nenhuma das MPs até as 19h de ontem. O objetivo do PFL, segunda maior bancada na Câmara e no Senado, com 77 deputados e 18 senadores, foi tentar elevar o cacife de negociação, ou seja, transmitir a mensagem de que pode, caso queira, causar muitos problemas ao governo.
A proposta de um mínimo de R$ 260 - que representaria uma elevação real de 10,17% contra 1,85% do reajuste do governo - foi definida em comum acordo entre o presidente nacional da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC), o líder do partido no Senado, José Agripino (RN), e o líder na Câmara, José Carlos Aleluia (BA).


