PFL ainda não decidiu o que irá fazer
No PFL paranaense as próximas semanas serão decisivas para colocar a casa em ordem. O vice-presidente do PFL no Estado, deputado federal Abelardo Lupion, chega hoje em Brasília onde esta semana a executiva nacional do partido se reunirá para definir uma posição quanto ao novo governo. O partido dividiu-se nas eleições presidenciais entre Ciro Gomes (PPS), José Serra (PSDB) e Lula e o mesmo ocorreu na disputa estadual.
Lupion, por exemplo apoiou Alvaro Dias e o presidente do partido, o ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, optou por Requião. ``Se almejamos ser oposição, como é o meu caso, é o grupo político que tem que se posicionar``, avalia Lupion.
O pefelista ainda tem outra situação pendente. Membro da bancada ruralista, Lupion aguarda uma conversa com os responsáveis pelas políticas agrícolas do futuro governo petista. O posicionamento é pragmático: garantir o superávit na produção e manter a atual política de preços. ``Não admitiremos qualquer problema na área da produção``, avisa o ruralista, cuja bancada com aproximadamente 200 parlamentares no Congresso Nacional conta com oito paranaenses. ``Agora, enquanto membro da bancada paranaense não deixaremos o Estado paralisado``, completa Lupion.
No PPB, o posicionamento dos parlamentares paranaenses em Brasília depende ainda de definição. O vice-líder do governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros (PPB), adianta que deve passar para a oposição, mas aguardara um posicionamento da executiva estadual do partido. Já o presidente do PPB no Estado, o também deputado federal José Janene, creditará apoio a todos as propostas contempladas no programa de governo seja de Requião ou Lula. ``Daremos uma trégua de um ano a um ano e meio e a partir daí, se for o caso, cobremos as propostas que ainda não foram implementadas``, adverte Janene.
O deputado federal tucano Luiz Carlos Hauly, mesmo agora na oposição ao governo Lula e Requião, acredita que a atração de investimentos para o Estado e Londrina não ficará prejudicada. ``Pelo contrário, pois a bancada federal de Londrina aumentou com a entrada de mais um parlamentar do PT``, destaca o tucano. (Marcos Espíndola)





