PFL age para evitar final antecipado de CPI
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Conrado Corsalette<br> Folhapress 
Brasília A cúpula do PFL vai agir para evitar a intenção da CPI dos Correios de antecipar para o final de fevereiro ou início de março a apresentação de seu relatório final. Após reunião ontem entre líderes pefelistas, em Brasília, o presidente do partido, senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), afirmou que será impossível concluir o sub-relatório dos fundos de pensão, sob responsabilidade do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), até o fim de fevereiro, período no qual o relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), pretende concluir seus trabalhos.
Os pefelistas pretendem esticar os trabalhos pelo menos até meados de março. Na prática, o adiamento da conclusão da CPI estende a crise pela qual passa o governo Luiz Inácio Lula da Silva até perto das eleições. ''Não aceitamos uma posição que venha excluir o relatório de fundos de pensão. E esse evidentemente não estará pronto no final de fevereiro'', afirmou Bornhausen.
A cúpula do partido adotou o discurso segundo o qual será um erro ''grave'' apresentar o relatório incompleto. ''Acredito que o relator compreenda perfeitamente. Nossos integrantes da CPI vão conversar com o relator'', disse Bornhausen.
ACM Neto praticamente concluiu seu trabalho no que se refere aos fundos de pensão públicos. Analisa, agora, os privados. O deputado diz já ter identificado operações no mercado financeiro com indícios de irregularidade que teriam representado perdas de R$ 780 milhões aos 14 fundos de pensão investigados pela comissão.


