PFL admite racha na base governista
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2002
Fábio Zanini <br>Agência Folha 
São Paulo - O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), admitiu ontem que a fragmentação da base governista na eleição presidencial de outubro é um cenário concreto. Apesar disso,ainda acredita na possibilidade de reeditar a aliança que sustenta Fernando Henrique Cardoso.
É evidente que há a possibilidade de a base governista não sair com candidato único, mas é o meu desejo manter os partidos unidos, declarou o pefelista, após participar de reunião no escritório do publicitário Mauro Salles, em São Paulo.
Do encontro, em que se discutiu a campanha de Roseana Sarney ao Planalto, também participaram o prefeito do Rio, Cesar Maia, o presidente do PFL de São Paulo, Claudio Lembo, o publicitário Nizan Guanaes e o sociólogo Antônio Lavareda, entre outros.
Bornhausen afirmou que, para manter a aliança, é preciso conversar. Ele disse nutrir esperanças ainda de reunir PFL, PSDB, PMDB, PPB e PTB - este último apóia Ciro Gomes (PPS), mas tem sido assediado pelos governistas.
Nos próximos meses, de acordo com o pefelista, cada partido buscará viabilizar seus pré-candidatos. Está definido que, em maio, os líderes partidários irão se sentar e, analisando as pesquisas de opinião, farão uma última tentativa de fechar a coalizão.
Se ficar demonstrado que um candidato de outro partido tem condições melhores que as de nossa candidata, o PFL pode apoiá-lo. sou racional, e política se faz com racionalidade. Mas, até o momento, não há dúvida de que a nossa pré-candidata apresenta as melhores condições.


