Brasília - O presidente do PFL, senador licenciado Jorge Bornhausen, informou ontem que o partido só definirá sua posição em relação à sucessão presidencial, a partir de 20 de maio. Ele adiantou que, nos dias 23 a 25, ouvirá as bancadas estaduais e, em 29 e 30, os governadores, vice-governadores e prefeitos de capitais, além do vice-presidente Marco Maciel, da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney e do ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
Nesses encontros, deverá ser apresentado aos partidários do PFL um questionário contendo diversas opções para o caminho que, na opinião deles, o partido deverá seguir: uma candidatura própria, a coligação com outra sigla ou não apoiar nenhum candidato à presidência da República. Bornhausen manifestou expectativa de que o PFL tomará uma posição conjunta e não sairá fragmentado no processo eleitoral. O presidente do PFL afirmou, também, que as conversas políticas, neste momento, não vão avançar enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não julgar as regras sobre coligações partidárias. O julgamento está previsto para amanhã.
‘‘Se houver pedido de vista, será estranho, uma vez que isso evitaria o voto do ministro José Néri, que sai dia 24’’, disse Bornhausen. ‘‘Até essa decisão do STF, nenhum encontro político será positivo, nem teria como avançar’’, disse Bornhausen. Ele negou rumores de que teria, ainda ontem, uma reunião com o coordenador político da campanha do pré-candidato do PSDB, senador José Serra, o ex-ministro Pimenta da Veiga.
No partido, há expectativa de queda de Serra nas pesquisas de opinião e, em consequência, sua substituição por outro nome. Nessa hipótese –avaliada como improvável, mas não impossível– o PFL retornaria à aliança governista.
‘‘Há resistências nos dois partidos. Mas a relação institucional entre PSDB e PFL é a mais natural possível’’, disse o deputado Roberto Brant (MG). Segundo ele, o partido vai partir para um ‘‘recolhimento, para meditar sobre o seu destino’’.

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