Curitiba - A convenção que definiu o nome do vice pefelista na chapa do candidato ao governo do Paraná Rubens Bueno (PPS) começou ontem de manhã em clima de campanha e continuou durante o dia todo sem uma definição. Até o fechamento desta edição ainda não havia sido decidido quem seria o vice. O anúncio deve ser feito hoje, em coletiva à imprensa.
Ontem pela manhã, as lideranças dos partidos fizeram críticas ao governador Roberto Requião (PMDB), candidato à reeleição, e reforçaram o palanque do candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, já que os tucanos formalizaram união nacional com o PFL.
Bueno disse que a gestão do governador representa ''atraso'' ao Estado, principalmente em relação ao agronegócio. ''Transgênico é ciência, é avanço'', defendeu ele em referência à política contra os alimentos transgênicos comandada pelo governador. ''O poder público não pode inviabilizar a economia de um Estado em função de um discurso'', criticou. ''No Porto de Paranaguá, o crescimento é zero. E o problema de fila de caminhão acabou no Paraná porque não tem mais o que exportar'', ironizou.
Sobre a prática do nepotismo, Bueno também aproveitou para criticar o rival, que mantém parentes em cargos no Executivo. ''Em cinco mandatos eletivos, eu nunca nomeei um parente.'' E informou que sua campanha irá se concentrar em ''mostrar o que está acontecendo no Paraná hoje, a herança negativa do governador Requião''.
A aliança entre o PPS e o PFL também foi reforçada na convenção. ''Nosso discurso é o mesmo. Se algum partido quiser agregar temos que consultar o PFL. Agora somos um só'', afirmou Bueno.
O presidente do PFL no Paraná, deputado federal Abelardo Lupion, defende que não há divergências em relação à decisão do partido de se unir ao PPS no Estado. ''Nós precisávamos de uma aliança para eleger um maior número de deputados federais. E aqui no Estado precisávamos de um candidato que representasse a oposição'', disse. O PFL era um dos partidos cotados para apoiar a candidatura do senador Osmar Dias (PDT), candidato ao governo do Paraná. ''O Osmar é meu irmão, meu amigo, mas nós fomos liberados por ele para fazer as alianças'', justificou.

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