PFL abre discussão sobre 2002 no PR
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sábado, 06 de março de 1999
Leandro Donatti 
O PFL saiu unido das convenções municipais realizadas ontem em todo o Estado e a partir de hoje parte para um novo desafio: unir o partido na briga pelo comando estadual, já pavimentando caminho para a eleição de governador em 2002. José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, e o deputado federal Abelardo Lupion travam uma queda-de-braço para ver quem fica com a presidência do diretório regional, em eleição prevista para abril.
Um terceiro grupo, liderado pelo deputado federal Joaquim dos Santos Filho, que já foi presidente do PFL, busca o consenso. Vou trabalhar pela união. Uma disputa interna sempre deixa sequelas, disse Santos Filho. O deputado lembra que o PFL precisa estar forte para as eleições do ano 2000 (municipais) e de 2002 (governo do Estado).
O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, disse que assim como nas convenções municipais, o PFL precisa estar acertado na renovação da executiva. Nenhuma força pode prevalecer. O diretório de Curitiba deu exemplo, ponderou. Taniguchi e o ministro Rafael Greca disputavam espaço, mas na semana passada chegaram a um denominador comum.
Assim como Joaquim dos Santos Filho, o prefeito da capital comprometeu-se ontem a trabalhar os ânimos de Lupion e de Carvalhinho. Taniguchi tem interesse direto num acordo. Além de candidato natural à reeleição em 2000, o prefeito sonha em ser candidato ao governo, na sucessão do governador Jaime Lerner, em 2002.
O PFL sabe das dificuldades que terá para demover tanto Carvalhinho - que é candidato à reeleição como presidente do partido - como Abelardo Lupion do bate-chapa. Santos Filho disse ontem que a bancada federal está fechada com Lupion e que uma mudança de posição depende do deputado, que teria de desistir formalmente da disputa.
Carvalhinho tem o apoio do governador Jaime Lerner e do presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury, os dois principais caciques do PFL do Paraná. Khury pediu para que ele buscasse a recondução ao comando. Carvalhinho atendeu ao apelo e decidiu pleitear a vaga. No início do ano, não manifestava disposição.
Carvalhinho e Lupion acompanharam a distância, ontem, as convenções municipais. O clima foi de tranquilidade nas principais cidades. Em Curitiba, o ex-secretário de Administração Reinhold Stephanes Junior foi confirmado como presidente por mais três anos. Lerner passou o dia em Curitiba, mas não compareceu à convenção.
Cássio Taniguchi chegou ao Plenarinho da Assembléia por volta das 9 horas. Não houve votação. A chapa foi eleita por aclamação. Além de presidente, vice e tesoureiro, o PFL escolheu 45 titulares para o diretório municipal e 15 suplentes, 30 delegados à convenção que vai escolher o candidato a prefeito no ano que vem e suplentes.
O secretário municipal do Governo, Fabiano Braga Cortes Filho, ficou com a vice-presidência. Ele foi indicado por Taniguchi. O deputado federal Luciano Pizzatto indicou José Carlos Ciccarino, para a Secretaria Geral do partido. E Abelardo Lupion, Gilson Ribas como tesoureiro. Ao deputado estadual Marcos Isfer, um dos mais votados em outubro passado, coube a escolha do vogal Juarez Moraes e Silva.
Rafael Greca não interferiu na composição da executiva. Preferiu emplacar 14 dos 45 integrantes do diretório. O presidente reeleito, Reinhold Stephanes Junior, anunciou ontem que pretende intensificar a organização do PFL na capital. Vamos profissionalizar o partido e instalar regionais em todos os bairros da cidade. Tudo para as eleições do 2000 que se aproximam, observou. O ex-secretário de Administração no governo Lerner acha que o momento é de despertar a militância e buscar novas lideranças.
Stephanes Junior disse ainda que o seu mandato frente à executiva municipal do PFL em Curitiba tem duração de três anos, podendo ser prorrogável por mais seis meses, o que o levaria a conduzir a sigla local em plena campanha ao governo em 2002.


