PF vai ouvir testemunhas contra ACM
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domingo, 04 de maio de 2003
Agência Estado 
Brasília- Se o destino do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) ainda não está praticamente definido no Senado, esta semana será decisiva na esfera policial. O delegado federal Gesival Gomes dos Santos vai ouvir na quarta-feira, os jornalistas Luiz Cláudio Cunha e Weiller Diniz, na revista ''IstoÉ'', que acusaram ACM de ser o mandante dos grampos clandestinos feitos pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, em torno de políticos e do casal de advogados Plácido Faria e Adriana Barreto, ex-amante do senador. Com o depoimento dos repórteres, Gomes poderá ter elementos para indiciar ACM como mandante.
Se os dois jornalistas confirmarem na PF o depoimento que deram no Senado, a situação de ACM irá se complicar, já que serão pelo menos sete pessoas acusando o senador, que poderá ser indiciado por crime de mando, pelo fato de ser o principal suspeito de ser o mandante da escuta clandestina. Além disso, também poderá se enquadrado por ter utilizado as gravações ilegais. ACM deverá ser convidado a depor a partir do dia 15 de maio, em lugar, dia e hora que determinar, pelo fato de ter foro privilegiado.
Gomes ainda espera a primeira prova concreta dos grampos clandestinos, que seria uma única fita onde existem diálogos de adversários políticos do senador, como os deputados Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Nelson Pellegrino (PT-BA) e do ex-deputado Benito Gama. A gravação estaria em poder de um outro jornalista, que a teria recebido do próprio ACM. O delegado vai pedir mais 30 dias para concluir o inquérito, que ocorrerá só no início de junho.
Até agora, com exceção do casal de advogados e dos políticos grampeados pela polícia baiana, nenhuma outra pessoa ouvida pela Polícia Federal citou o nome de ACM como possível mandante da escuta clandestina.


