PF vai ouvir deputados sobre fraude
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sábado, 08 de dezembro de 2007
Agência Estado 
Maceió - A Polícia Federal convocou cinco deputados estaduais de Alagoas para prestar depoimento no processo que investiga fraudes na folha de pagamento da Assembléia Legislativa. Na quinta-feira, durante a Operação Taturana, a PF prendeu 40 pessoas, entre políticos, funcionários do Legislativo, assessores, bancários e empresários, acusadas de envolvimento na fraude, que teria resultado no desvio de mais de R$ 200 milhões nos últimos cinco anos.
Dos 40, apenas o ex-governador Manoel Gomes de Barros já foi solto. Os demais continuam presos na Academia da Polícia Militar, em Maceió. Barros foi solto por determinação da Justiça estadual. Ele foi detido por porte ilegal de arma, mas alegou que o armamento encontrado em sua fazenda era dos policiais que fazem sua segurança.
Ao ser liberado, às 22 horas de quinta-feira, o ex-governador negou envolvimento na fraude e disse que há mais de dez anos não tem ligação nenhuma com a Assembléia. O advogado José Fragoso Cavalcante confirmou que o mandado de busca e apreensão executado pela PF na fazenda de Barros, em União dos Palmares (AL), seria decorrência da denúncia contra o deputado Nelito Gomes de Barros (PMN), filho do ex-governador.
A PF informou que os deputados convocados a depor são Nelito Gomes de Barros, Antônio Albuquerque (DEM), presidente da Assembléia, Dudu Albuquerque (PSB), Edival Gaia Filho (PSDB) e Cícero Amélio (PMN). O deputado estadual Cícero Ferro (PMN), que foi preso na Operação Taturana por porte ilegal de arma, não está na relação dos notificados.


