Curitiba - A Polícia Federal (PF) irá investigar a origem de panfletos apócrifos (sem assinatura) apreendidos ontem em Curitiba que trariam ofensas ao candidato do PT à prefeitura da capital, Angelo Vanhoni. O material foi apreendido na madrugada de ontem e enviado à Polícia Federal por soldados da Polícia Militar (PM). Três pessoas que suspostamente seriam as responsáveis pelos panfletos foram detidas e assinaram termo circunstaciado na sede da PF.
As versões sobre o ocorrido divergem. Segundo a assessoria de Vanhoni, a operação foi feita na madrugada de ontem, quando o material apócrifo era transferido de um Gol para o ônibus, que estava ocupado no momento por cerca de 30 pessoas que fariam a distribuição. A transferência teria ocorrido na frente do comitê do adversário de Vanhoni no segundo turno, Beto Richa (PSDB), no bairro Santa Quitéria.
Já a assessoria de Beto Richa tem outra versão para o episódio. Segundo o PSDB, um funcionário do comitê de Beto chamado Gerson Gunha saía do comitê em um Gol quando foi cercado por seis veículos com homens armados e forçado a seguir até um ônibus. Assim que ele chegou no local, os policiais militares teriam feito a abordagem, posteriormente colocando em seu veículo o material apócrifo.
A PF decidiu ontem que não iria divulgar o conteúdo do material apreendido, mas tanto o PT como o PSDB afirmam em seus sites se tratar de cópias da ficha funcional de Vanhoni da época em que ele era funcionário do Banestado. Na época, Vanhoni era membro do Sindicato dos Bancários, e a ficha traz vários comentários desabonadores ao petista.
O coordenador da campanha de Beto Richa, Fernando Ghignone, negou envolvimento dos tucanos no episódio. ''Não tem nada de ficha funcional. Isso foi plantado numa operação de guerra montada pelo PT para encobrir as denúncias contra o Duda Mendonça'', afirmou. O publicitário de Vanhoni, Duda Mendonça, foi detido na noite de quinta-feira quando participava de uma roda de apostas de briga de galo no Rio de Janeiro. No final da tarde de ontem, a assessoria de Beto Richa anunciou que três pessoas foram detidas por divulgar material apócrifo contra o tucano, também no Santa Quitéria. A PF não confirmou as prisões.

mockup