PF vai indiciar Diniz por corrupção e concussão
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segunda-feira, 15 de março de 2004
Agência Estado 
Brasília - O ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz será indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva e concussão extorsão feita por funcionário público por tentar intermediar a consultoria do empresário Rogério Buratti na renegociação do contrato Caixa Econômica Federal (CEF) com a empresa Gtech, para fornecimento de equipamentos lotéricos. A PF vai investigar e pedir a quebra de sigilos bancários, telefônicos e fiscais das empresas de Buratti, que foi secretário do então prefeito de Ribeirão Preto, Antônio Palocci, hoje ministro da Fazenda.
''Já há indícios fortes de que ele (Diniz) praticou os crimes'', confirmou o delegado Antônio César Nunes, presidente do inquérito em que o ex-assessor palaciano é acusado de ter recebido propina do suposto bicheiro Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e que também investiga o contrato da Caixa e Gtech, de R$ 780 milhões. Diniz é apontado como intermediário nas negociações, onde Buratti, segundo depoimentos de executivos da empresa, teria sido indicado pelo ex-assessor do Planalto como consultor. Hoje, a PF vai ouvir três diretores da Caixa que negociaram o contrato.
Segundo o delegado, o ex-assessor palaciano teria exigido, de forma velada, a contratação de Buratti, um negócio em torno de R$ 6 milhões. Com isso, a Polícia Federal já tem indícios para indiciar Diniz por corrupção passiva, por ter intermediado o negócio, e concussão, por ter oferecido a assessoria de Buratti, mesmo exercendo função pública.


