PF vai apurar desvio de dinheiro na Assembleia
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Federal no Paraná resolveu entrar também nas investigações dos casos de irregularidades envolvendo a Assembleia Legislativa (AL) do Estado. Até agora, somente o Ministério Público do Paraná conduzia uma investigação sobre o assunto. Em nota enviada ontem à imprensa, a PF informa que instaurou inquérito policial com o objetivo de apurar ''supostos crimes contra a ordem tributária em torno de fatos largamente noticiados acerca de eventuais desvios de recursos públicos'' no Legislativo.
Denúncias divulgadas pela imprensa ao longo da última semana apontam para contratação de funcionários ''fantasmas'', que recebiam salário sem trabalhar, e de ''laranjas'', que tinham seus nomes usados para que outros se beneficiassem dos salários. Parte dos funcionários ''fantasmas'' eram parentes ou pessoas próximas de Abib Miguel, há quase 20 anos diretor-geral do Legislativo e agora afastado por conta das denúncias.
A assessoria de imprensa da PF informou que o delegado federal Nilson Antunes da Silva conduzirá a investigação. Ele é chefe da unidade local especializada em crimes contra a fazenda pública e chefiou recentemente as investigações que levaram à prisão de falsificadores de dinheiro no Paraná, na ''Operação Moeda Falsa''.
Além da PF e do Ministério Público do Estado, o Ministério Público Federal (MPF) também estuda entrar na investigação. Até o início da próxima semana, o MPF deve se pronunciar sobre o caso.
Investigação interna
Ontem, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus (DEM), anunciou que fez um convite ao Tribunal de Contas (TC) e ao Ministério Público (MP) do Estado para que participem da comissão de sindicância aberta na Casa para apurar internamente as denúncias.
Procurados pela Reportagem, o TC e o MP confirmaram que vão indicar nomes. A assessoria de imprensa do TC informou que o órgão vai indicar dois técnicos da Diretoria de Contas Estaduais. Já a assessoria de imprensa do MP informou que também vai indicar dois promotores de Justiça que atuam na área de Patrimônio Público. Ninguém quis antecipar os nomes.
Durante discurso na sessão plenária, Justus disse que a comissão de sindicância será capaz de oferecer ''uma resposta rápida, definitiva e exemplar''. ''Que ninguém duvide que a nossa missão será cumprida'', disse.


