O delegado Sandro Roberto Viana dos Santos, da Polícia Federal de Londrina, começa hoje a ouvir em Curitiba empresários que teriam participado de licitações na Prefeitura de Londrina. Santos investiga ‘‘lavagem’’ do dinheiro desviado em licitações fraudulentas na extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) – atual CMTU.
O delegado deverá ficar na capital até sexta-feira. Os empresários ouvidos serão Raul Baglioli Filho, diretor da empresa NT&C; Luiz José de Oliveira Kesikowski, proprietário da Nova Forma e Kesikowski Engenharia; Arion Alves Cruz, da empresa Esteio Engenharia; e Cláudio Menna Barreto, da Sistema Design e Arquitetura. Uma outra testemunha importante – cujo nome a PF mantém em sigilo – também será ouvida.
A Polícia Federal já apurou que parte do dinheiro desviado passou por pelo menos duas empresas fantasmas. Uma delas, a Freitas & Dutra, de Londrina, utilizou a foto de um ‘‘laranja’’ de Florestópolis para abrir uma conta na agência centro do Banestado. No total, foram abertas 30 contas fantasmas em agências do Banestado de Londrina, todas sob investigação da PF e também do Ministério Público.
Outra empresa usada para lavagem do dinheiro desviado foi a Realty Participações, que deveria funcionar em São Bernardo do Campo (SP). A Realty tem 99% do capital pertencentes à Norgred Sociedad Anonima, empresa uruguaia utilizada pelo ex-presidente Fernando Collor de Melo na chamada ‘‘Operação Uruguai’’.

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