PF trabalha com três hipóteses
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quinta-feira, 04 de setembro de 2008
Adriana Chiarini e Vannildo Mendes<br>Agência Estado 
Rio - O ministro da Justiça, Tarso Genro, revelou ontem que a Polícia Federal trabalha com três hipóteses mais prováveis para o grampo no telefone do ministro Gilmar Mendes. A primeira, segundo o ministro, é ''a terceirização'' da escuta, usando empresas privadas e sem envolvimento direto de funcionários da Abin. A segunda é que ''alguém da própria agência tenha desviado da sua conduta de maneira irregular e processado essa escuta'', talvez a mando de alguém de fora da instituição, com objetivos que ainda não estão claros. A terceira hipótese seria um funcionário da Abin ter feito a escuta ilegal para chantagear autoridades e, segundo Genro, ''criar instabilidade política, alguma crise com alguém ou alguma instituição''.
Tarso disse ter ouvido do chefe da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, as três hipóteses investigadas no momento. ''Luiz Fernando está trabalhando com essas três possibilidades, pelo tipo de denúncia que houve e pela ousadia, pelo desaforo, pela petulância de grampear o telefone do presidente do Supremo, que jamais poderia ter sofrido esse tipo de violência, esse tipo de ataque'', informou o ministro.


