São Paulo - A Polícia Federal (PF) suspeita que contas bancárias administradas por doleiros brasileiros no exterior eram abastecidas até mesmo com recursos de campanhas políticas. A informação consta de um extenso relatório produzido pela Força-Tarefa CC-5, ação integrada da PF e da Procuradoria da República que investiga o caso Banestado - esquema que consolidou remessa de R$ 33 bilhões aos EUA e paraísos fiscais, segundo valor apurado pela Coordenação-Geral de Fiscalização da Receita.
''Pessoas jurídicas também encontravam nesses doleiros o 'porto seguro' para aquele dinheiro não declarado, possivelmente, oriundo de corrupção, de sobras de campanhas políticas e do trabalho remunerado sem a emissão dos respectivos recibos'', sustenta a PF no documento em que pede autorização para deflagrar a Operação Farol da Colina. A PF não cita nome de nenhum político, mas espera identificar eventuais beneficiários das operações a partir da análise da contabilidade dos doleiros.

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