PF sugere quebra de sigilo de Gabrielli
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quinta-feira, 23 de julho de 2015
Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo<br> Agência Estado 
Curitiba e São Paulo - Peritos criminais da Polícia Federal sugerem a quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli no âmbito de investigação sobre e-mails do presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, preso na Operação Lava Jato desde 19 de junho por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a ordem econômica. O alvo maior dos peritos são propostas comerciais "com preços majorados relativas a contratos para prestação de serviços de operação de sondas, em prejuízo da Petrobras".
Eles querem acesso a dados financeiros e tributários de Gabrielli concentrados em um largo período, de 1º de janeiro de 2010 a 30 de junho de 2015. O objetivo é "esclarecer se as tentativas de majoração de preço prosperaram ou não".
Gabrielli presidiu a estatal entre 2005 e 2012. Ele antecedeu Graça Foster.
Os peritos subscrevem laudo sobre troca de e-mails entre Odebrecht e executivos do grupo. As mensagens indicam suposta tentativa da maior empreiteira do País de apresentar propostas com preços acrescidos. Elas também citam os nomes do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT-SP) e do ex-presidente da estatal como contatos políticos da Odebrecht nas negociações. Na ocasião da troca de e-mails de Odebrecht, em 2011, Mercadante ocupava o cargo de ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Os peritos sugerem, ainda, o afastamento do sigilo de outros dois alvos da apuração - André Luiz de Souza e José Miranda Formigli Filho, este ex-diretor da Petrobras, além da Enseada Indústria Naval e da Sete Brasil, empresa criada pela Petrobras.


