PF retoma investigação sobre Finam
Três dias depois de o ex-senador Jader Barbalho ter sido preso e liberado, a Polícia Federal (PF) retomará as investigações sobre os desvios do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam) na extinta Sudam, hoje, em torno de R$ 1,7 bilhão. A PF fará uma nova devassa e abrirá inquéritos relacionados a todos projetos existentes, principalmente no Pará, Tocantins e Amapá, onde existem suspeitas de envolvimento de antigos aliados de Jader.
A prisão do ex-presidente do Senado era esperada entre os investigadores que atuam no caso, principalmente depois que vários empresários de Altamira (PA) - um dos redutos políticos do ex-senador - afirmaram que Jader teria sido beneficiado com recursos liberados para projetos. Um deles - Danny Gutzeit - chegou a revelar que o caminho para que o dinheiro chegasse a Jader era por meio do Ranário Touro Gigante, pertencente a Márcia Cristina Zaluth Centeno, mulher do ex-senador.
Um dos primeiros passos da PF é transferir novamente o delegado federal Hélbio Dias Leite para Palmas. O policial, que chega hoje a Tocantins, foi quem presidiu a maior parte dos inquéritos relacionados aos desvios da Sudam. Possivelmente amanhã Leite avaliará os laudos periciais de documentos encontrados nos escritórios da contadora Maria Auxiliadora Barra Martins, que intermediava a aprovação de projetos na Sudam, e de Geraldo Pinto da Silva, que também tinha um escritório de assessoria aos empreendimentos, em Belém.
A esperança de investigadores é que, entre os documentos, haja provas concretas para incriminar Jader. Até agora, apenas anotações com as iniciais JB, foram encontrados nos quase 1.500 quilos de papéis apreendidos em abril. Além disso, a PF tem pelo menos três depoimentos que apontam Jader como envolvido nos caso. Foram justamente os depoimentos que auxiliaram o Ministério Público Federal (MPF) no pedido de prisão preventiva contra o ex-senador.





