PF reforça equipe para capturar Lalau
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A Polícia Federal enviou um reforço de agentes e delegados para São Paulo para auxiliar na captura do ex-presidente do TRT paulista Nicolau dos Santos Neto. Fontes da PF confirmaram que existem negociações com pessoas ligadas ao juiz para que ele se entregue. Se isso acontecer, deverá ser durante a madrugada para evitar a imprensa. A PF está armando o esquema conhecido como abafa. Isso quer dizer que, se Lalau não se apresentar espontaneamente, o cerco a ele está praticamente fechado. Estamos fazendo o cerco, admite um delegado.
Santos Neto poderá ter a prerrogativa de ser preso mas não algemado, como desejam os amigos que encabeçam as negociações com a PF. Isso, entretanto, é um entendimento entre várias polícias, que só põem algemas em presos considerados de alta periculosidade e com chances de fugir, o que não seria o caso do juiz, caso ele se entregue.
Isso aconteceu com o ex-tesoureiro de Collor, Paulo César Farias, que só foi algemado durante um período da prisão, mas chegou ao País ele foi preso na Tailândia sem as algemas. O segundo caso mais conhecido é o do ex-senador Luiz Estevão, que pediu aos delegados que foram prendê-lo, há seis meses, que não saísse algemado.
Mesmo mantendo negociações com pessoas próximas de Lalau, a PF não desistiu de manter as investigações para o capturar. Uma das pistas é que ele ainda estaria nas imediações de São Paulo. A PF também tem a certeza de que Lalau não deve ter fugido para o exterior, durante os sete meses em que está com a prisão decretada.
Ontem, a PF não tinha recebido qualquer orientação para acompanhar os passos de Estevão, que teve a prisão preventiva pedida pelo MPF. Quando surgiram novos fatos envolvendo o ex-senador, como a suspeita dos depósitos bancários feitos por ele para Santos Neto, a PF admitiu que há um monitoramento discreto em torno de Estevão. O ex-senador, no entanto, pediu que a PF o mantenha vigiado, uma vez que não pretendia fugir.


