Brasília - A Polícia Federal de Brasília recebeu ontem cerca de uma tonelada de documentos apreendidos em empresas do empresário chinês naturalizado brasileiros Law Kin Chong. Considerado o maior contrabandista do país e investigado na chamada Operação Gatinho, Chong está preso desde a última terça-feira. Ele é acusado de tentar subornar, por meio de seu advogado Pedro Lindolfo Sarlo, o presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), deputado Luiz Antônio de Medeiros (PL-SP), oferecendo até US$ 2 milhões em troca do abrandamento das acusações contra ele no relatório final da comissão.
O material enviado à PF de Brasília - computadores, livros e documentos, entre outros - foi apreendido na última quarta-feira, durante diligências de busca nas empresas de Chong em São Paulo e em imóveis registrados em nome de pessoas ligadas ao empresário.
Segundo a PF, foi necessário retirar os bancos do avião que trouxe o material a Brasília para que houvesse espaço suficiente para todos os documentos. A PF de Brasília, que comanda as investigações, deverá fazer agora a perícia do material. A PF de São Paulo foi excluída do caso devido ao temor de que houvesse vazamento de informações - há suspeita de que Chong seria protegido por policiais e juízes. Na segunda-feira, delegados da PF devem colher depoimento de Chong.

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