PF quer agilizar caso de caixa 2
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2002
Rodrigo Sais 
Curitiba - A Polícia Federal (PF) quer o auxílio do Ministério Público (MP) para acelerar o andamento da investigação sobre possíveis crimes eleitorais cometidos na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). Segundo o delegado regional Ademir Gonçalves, a tomada de depoimentos sobre o caso deve começar na semana que vem, quando Gonçalves espera que já tenha terminado a análise preliminar dos oito volumes de documentos enviados à PF pelos promotores do MP.
Para Gonçalves, a participação do promotor eleitoral será fundamental para indicar os rumos que a investigação deve tomar. Como titular da ação penal, o MP tem mais condições de indicar quais as diligências que são mais importantes para a formulação da denúncia, observando pontos que às vezes fogem da percepção do delegado. Isso pode dar mais celeridade ao processo, acredita o delegado.
Além de sugerir diligências, cabe ao promotor eleitoral pronunciar-se sobre pedidos de prorrogação de prazo para a conclusão do inquérito policial eventualmente solicitados pelo delegado titular da investigação. Gonçalves já adiantou que a PF pretende solicitar uma prorrogação para o inquérito, que vai até o dia 27 de janeiro.
Atualmente, o cargo de promotor eleitoral é ocupado por Vani Bueno, que substitui o titular, Valclir Natalino da Silva até o dia 4 de fevereiro. Bueno adiantou que pretende concordar com a solicitação da PF, caso ela ocorra. Uma prorrogação seria interessante, até para que o promotor titular, que está mais por dentro do assunto, possa fazer sugestões. Bueno afirmou que está tentando um contato com Natalino da Silva para ter mais informações sobre o caso.
Paralelamente aos trabalhos do promotor eleitoral, a Divisão de Proteção ao Patrimônio Público do MP investiga se empresas e pessoas físicas que se envolveram na campanha de Cassio cometeram sonegação fiscal, ou se houve uso de dinheiro público durante as eleições de 2000. Hoje, os promotores devem ouvir mais um empresário que teria prestado serviços ao comitê do PFL.


