Agência Estado
De Goiânia
A Polícia Federal prendeu na madrugada de ontem três pessoas acusadas de ligação com a rede de crimes investigados pela CPI no Narcotráfico e apreendeu três aviões que seriam usados para transportar drogas.
Estão presos na sede da PF, em Goiânia, o dono da Gaivota Táxi Aéreo, Pedro Misael Alves Ferreira, o empresário Antenor José Pedreira, proprietário da Brisa Materiais de Construção, em Aparecida de Goiânia, e o fazendeiro Leonardo Dias Mendonça – apontado pela Polícia Federal como um dos maiores líderes do tráfico em Goiás.
O grupo foi preso por ordem do juiz federal substituto Clodomir Sebastião Reis, responsável pela subseção de Marabá, no Pará. Além de expedir mandados de prisão e de busca e apreensão, o juiz quer a transferência dos três para o Pará, o que deve ocorrer hoje, segundo a PF.
Os acusados ficarão à disposição dos deputados que integram a CPI do Narcotráfico, que deve enviar uma comissão a Belém nos próximos dias.
Os aviões foram apreendidos em três locais. O primeiro aparelho apreendido, às 6 horas, foi o Cessna PT WHX, que estava em uma pista – possivelmente clandestina – em uma chácara perto da cidade de Goianira, a 40 quilômetros de Goiânia.
Em seguida, no Aeroclube de Goiânia, a Polícia Federal apreendeu o bimotor PT WKA. Depois foi a vez do Cessna PT VSD, que pertence ao fazendeiro Leonardo Dias Mendonça, no hangar da Goiás Táxi Aéreo, no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. No local estão agora os três aviões suspeitos de servir ao narcotráfico.
Segundo o delegado da PF José Íris, que comandou a operação, o avião apreendido na pista de Goianira fazia a rota Bolívia-Sul do Pará, onde a cocaína era descarregada e distribuída para vários Estados, principalmente no Sul e Sudeste. As prisões devem estar entre os principais assuntos da sessão especial da Assembléia Legislativa de Goiás para discutir o narcotráfico, marcada para o dia 8 de dezembro.
Um dos convidados para os debates é o deputado Magno Malta (PTB-ES), presidente da CPI do Narcotráfico da Câmara.

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