Nelson Francisco
Agência Estado
De Cuiabá
O empresário Josino Guimarães, acusado de ser um dos mandantes do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral, morto no Paraguai em setembro de 1999 – dois meses depois de ter denunciado uma rede de corrupção no Tribunal de Justiça do Estado – foi preso ontem à tarde pela PF de Cuiabá. A ordem de prisão foi decretada pelo juiz da 2ª Vara Federal, Jefferson Schnneider, que acolheu pedido do procurador regional da República, José Pedro Taques.
O empresário teria se encontrado na semana passada em Mato Grosso com o traficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. A Polícia Federal e a CPI do Narcotráfico estadual confirmam a informação. A presidente da CPI estadual, Serys Slhessarenko (PT), disse que as informações sobre a passagem do traficante carioca, foragido desde 1997, estão na gravação telefônica do disque-denúncia da Assembléia.
O suposto envolvimento de Fernandinho Beira-Mar com Josino Guimarães poderá mudar o rumo das investigações sobre o assassinato do juiz Marques do Amaral, o narcotráfico e o crime organizado no Estado. O empresário é citado nas denúncias do juiz como ‘‘corretor de sentenças’’ do TJ.
Agentes da PF de São Paulo, Rio e Mato Grosso cumprem a partir de ontem, em Cuiabá, mandado da Justiça Federal determinando o sequestro de todos os bens de Guimarães – carros importados, barcos, uma casa no município de Angra dos Reis (RJ) e uma residência campestre construída na Chapada dos Guimarães, avaliada em mais de R$ 4 milhões.

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