Brasília - A Polícia Federal do Amapá prendeu ontem o prefeito do município de Santana, Rosemiro Rocha Freire, por envolvimento em licitação fraudulenta com desvio de verba da obra do Porto de Santana, a 17 quilômetros da capital. Ele é a 30 pessoa presa na Operação Pororoca, que começou na quinta feira. As informações são da Agência Brasil.
A obra do porto de Santana é uma das 17 que a Polícia Federal identificou como licitação fraudulenta. O empreendimento está orçado em R$ 64 milhões.
A polícia chegou ao prefeito depois de dois anos de investigações com escuta telefônica autorizada pela 2 Vara Federal, que permitiram detectar conversas dele com o empresário Luiz Eduardo Pinheiro Correia, do Amapá, considerado mentor das fraudes.
A Polícia Federal informou ontem que 21 dos 29 presos na Operação Pororoca, quinta-feira, foram soltos. Os policiais que investigaram o grupo encontraram indícios de prática de fraude contra a Receita Federal, além de fraudes em licitação de obras federais e contra o Sistema de Administração Financeira (Siafi). Oito pessoas continuarão presas. Um dos envolvidos, José Ivanildo dos Santos, de Belém, ainda não foi encontrado.
Entre as 21 pessoas liberadas ontem encontram-se os funcionários do Ministério da Educação Wadilson Nunes e Maria Francisca de Souza, acusados de fraude contra o Siape, e André Cleiton Fernandes e a lobista Liziane Nogueira da Rocha, que voltam para Brasília.

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