Brasília – A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (8) no aeroporto de Guarulhos (SP) o deputado federal João Rodrigues (SD-SC), condenado a cinco anos e três meses por dispensa irregular de licitação, um caso que se arrastava desde 2012 no STF (Supremo Tribunal Federal) e não tem ligação com a Operação Lava Jato.
Vindo de Orlando (EUA), o deputado foi preso no aeroporto de Assunção, no Paraguai, mas impedido de entrar no país. Ele aguardou na área de imigração do aeroporto até ser colocado em um voo para São Paulo, onde foi preso nesta madrugada. Ele deverá cumprir a pena, em princípio, segundo o STF, em regime semiaberto.
A PF informou ter apurado, com apoio das suas adidâncias policiais nos EUA e no Paraguai, que o deputado "se encontrava no exterior e havia modificado seu bilhete de passagem, alterando o destino final do Brasil para o Paraguai".
Em um vídeo postado na página do parlamentar em rede social, o deputado afirmou que ele e sua família saíram de Orlando e que o destino final seria Campinas (SP), mas confirmou que "mudou sua passagem para vir por Assunção", Paraguai, porque temia sua exposição na mídia. "Porque ao chegar no aeroporto de São Paulo certamente a imprensa toda estaria lá e eu queria evitar um constrangimento meu e de minha família", disse o deputado. A PF informou ao ministro do STF Alexandre de Moraes que havia risco de a pena prescrever no próximo dia 12, e por isso o ministro autorizou a inclusão do nome do deputado na difusão vermelha da Interpol, o que permitiu a captura do parlamentar.

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