O ministro da Justiça, Renan Calheiros, reuniu-se ontem pela manhã com o governador de Alagoas Manoel Gomes de Barros (PTB) e o presidente nacional do PSDB, Teotônio Vilela Filho, em Maceió, para uma avaliação das investigações sobre o assassinato da deputada federal Ceci Cunha (PSDB). Eles disseram que a força-tarefa composta pelas polícias Federal, Militar e Civil, está em diligência no interior de Alagoas e outros Estados, em busca de provas para elucidar a chacina. As autoridades policiais do Estado temem que o principal suspeito da chacina, deputado Talvane Albuquerque - que não se reelegeu, ficando na primeira suplência de Ceci - consiga eliminar as provas que o incriminam.
Para Calheiros, a polícia precisa agir rápido porque a demora beneficia os principais envolvidos. O ministro, mais uma vez, disse que não tem dúvida quanto ao envolvimento de Albuquerque no crime. Segundo ele, toda vez que o deputado tenta se defender, complica mais ainda sua situação. Calheiros disse, ainda, que as informações a respeito das diligências estão sendo mantidas em sigilo para não prejudicar as investigações. Segundo ele, o inquérito sobre a chacina da qual foi vítima a deputada tem que ser muito bem concluído para que possa justificar o pedido de quebra de imunidade parlamentar de Albuquerque. ‘‘Como o pedido de quebra de imunidade deve seguir para o Supremo Tribunal Federal (STF), o inquérito não pode conter falhas, caso contrário o processo judicial contra os envolvidos irá demorar’’, afirmou o ministro.

mockup