PF poderá ajudar nas novas investigações sobre morte de PC
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segunda-feira, 01 de setembro de 1997
Agência Estado Maceió 
O juiz da 8ª Vara Criminal de Maceió, Alberto Jorge Correia de Lima, mostrou-se ontem disposto a autorizar a presença da Polícia Federal nas novas investigações sobre as mortes de Paulo César Faria e Suzana Marcolino. Segundo ele, isso só depende de solicitação da promotora Failde Mendonça, responsável pela fase pré-processual do caso. Essa autorização poderá ser dada, dependendo da argumentação de excepcionalidade feita pela promotora, já que a rigor o trabalho de polícia judiciária é desempenhado pela Polícia Civil, explicou o magistrado.
A promotora Failde vai decidir até amanhã quais os novos passos das investigações. Ela recebeu na quinta-feira um fax com o relatório do laudo complementar assinado pelo legista da Universidade de São Paulo Daniel Mu¤oz, que questiona a tese de crime passional e aponta a possibilidade de duplo assassinato. Esse laudo complementar é resultado do trabalho pericial realizado em maio deste ano, em Maceió, por Mu¤oz e pelo legista Genival Veloso de França, com a colaboração dos peritos criminais Domingos Tochetti e Nicolas Soares Passos.
O trabalho desses peritos foi solicitado pela promotora Failde, não convencida da tese de crime passional, defendida pela polícia alagoana e pela equipe do legista Fortunato Badan Palhares. O juiz Alberto Jorge autorizou a realização desse novo laudo, cujas informações complementares reforçam a desconfiança da promotora, de que na verdade PC e Suzana foram vítimas de duplo assassinato. Para chegar à autoria do crime, Failde já decidiu que irá retomar as investigações e poderá solicitar ao juiz da 8ª Vara a colaboração de um delegado federal.
A falta de impressões digitais e respingos de sangue na arma do crime, a dúvida quanto a existência de pólvora nas mãos de Suzana e a possibilidade da namorada de PC ter sofrido uma esganadura entre duas e quatro semanas antes do crime são as principais informações contidas no laudo complementar, que a promotora Failde estudou durante todo o final de semana. Vou precisar de explicações técnicas dos legistas que assinaram o laudo complementar para que eu possa retomar as investigações, afirmou a promotora na sexta-feira.


