Brasília - A Polícia Federal pediu ontem à Justiça Federal no Rio a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de todos os envolvidos no inquérito que apura as suspeitas de crime eleitoral e corrupção cometidas por Diniz. Foram incluídos no pedido os empresários Carlos Roberto Martins, Messias Ribeiro e Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O pedido de quebra de sigilo inclui todos os telefones cadastrados em nome de cada envolvido, além do telefone funcional e das empresas que cada um possui.
A PF também considera muito importante ouvir a governadora Rosinha Matheus (PMDB), a ex-governadora Benedita da Silva (PT) e o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF) na investigação. Gravações de vídeo divulgadas na semana passada revelam que Diniz acertou com o bicheiro Carlos Augusto Ramos contribuições para as campanhas de Rosinha e Benedita. Em entrevista à Revista Época, Diniz disse que Ramos ajudou a campanha de Magela.
O presidente Lula determinou ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a abertura de um inquérito policial no Rio Grande do Sul para apurar a suposta pressão para que o ex-diretor-geral da Lotergs José Vicente Brizola arrecadasse recursos do jogo do bicho para campanhas petistas.
Na primeira semana de março, Waldomiro irá prestar pelo menos três depoimentos. A PF ouvirá o ex-assessor parlamentar em dois inquéritos: o que apura crime eleitoral e corrupção e outro que investiga se ele, então presidente da Loterj, cometeu improbidade administrativa ou outros atos ilícitos relacionados ao jogo do bingo.

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