PF ouve mais dois no inquérito do caso FonteCindam
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segunda-feira, 06 de agosto de 2001
Lino Ramos<BR>De Londrina 
O ex-presidente da Sercomtel Gilbert Garcia de Souza e a ex-secretária-geral da Prefeitura de Londrina, Alice Cardomani Diniz, prestaram depoimento ontem à Polícia Federal (PF), no inquérito que apura a forma como se deu o pagamento do empréstimo feito pela prefeitura junto aos bancos FonteCindam e Sudameris, em maio de 98.
O empréstimo, de R$ 21,6 milhões, foi contraído no final de 96 pelo ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida. Mas, durante a venda de 45% das ações da empresa telefônica, o então prefeito Antonio Belinati pagou aos bancos aproximadamente R$ 47 milhões. O recursos foram repassados diretamente pela Copel, sem entrada no caixa da prefeitura. A PF apura eventuais crimes contra o sistema financeiro, ordem tributária (sonegação) e de lavagem de dinheiro.
Gilbert e Alice repetiram que Cheida havia dito à polícia. Eles disseram que assinaram o contrato para o empréstimo, de R$ 10,5 milhões em cada banco, dando ações da Sercomtel em garantia.
Segundo eles, a prefeitura tinha até 31 de dezembro de 1996 para liquidar o empréstimo, reaver as ações ou negociá-las na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O que ultrapassasse o valor seria revertido à Sercomtel. Porém, uma ação na 1ª Vara Cível teria impedido a negociação e o empréstimo não foi pago.
Até a próxima semana, o delegado Sandro Roberto Viana dos Santos, que preside o inquérito, pretende ouvir Rubens Pavan, ex-presidente da Sercomtel na administração Belinati. Funcionário da empresa, na época Pavan também assinou o contrato de empréstimo. Após o depoimento de Pavan, o delegado pretende encerrar a primeira fase do inquérito. Segundo ele, grande parte dos documentos solicitados já foram encaminhados à Polícia. Somente o FonteCindam está atrasado no atendimento ao pedido. Os eventuais crimes serão provados documentalmente, afirmou o delegado.


