O ex-secretário da Presidência Eduardo Jorge deve depor nesta terça-feira, na Polícia Federal em São Paulo, no inquérito que apura as recentes gravações com o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, hoje foragido. O depoimento, marcado inicialmente para a semana passada, acabou sendo transferido.
O ex-secretário será questionado se participou ou se soube com antecedência da gravação, cujo conteúdo foi divulgado pela revista ‘‘Istoɒ’ no mês passado. Na conversa, o ex-juiz descreve como, por intermédio de Eduardo Jorge, conseguiu acesso a autoridades no governo para discutir a liberação de verbas para a obra superfaturada do TRT-SP.
Uma das suspeitas da Polícia Federal é que Fábio Simão seja o interlocutor do ex-juiz. O assessor de Luiz Estevão, bem como o próprio senador cassado, negam que tenha participado da gravação.
Outro ponto que foi levado em consideração pela Polícia Federal para convocar Eduardo Jorge é o fato de ele ter dito que se relacionava tanto com Santos Neto quanto com Luiz Estevão – dois dos principais personagens do caso do desvio de R$ 169 milhões da obra do TRT.
O ex-secretário-geral da Presidência era amigo de Estevão e conversou diversas vezes, ao telefone, com Santos Neto. No depoimento que deverá dar ao delegado Ulysses Francisco Vieira, em São Paulo, Eduardo Jorge não terá de falar sobre o caso do TRT-SP, que está sendo investigado em outro inquérito.
Nesta semana, o Poder Judiciário e a Polícia Federal irão ouvir também Luiz Estevão, além dos empresários Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Correa Teixeira. Amanhã, o ex-senador Luiz Estevão prestará depoimento na 1ª Vara Criminal Federal, em São Paulo. Ele falará sobre o caso da obra superfaturada do TRT-SP.
O senador cassado responde pelas denúncias de crimes de estelionato contra entidade de direito público, formação de quadrilha ou bando, peculato, corrupção passiva, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Ainda no processo do TRT-SP, Barros Filho e Teixeira irão depor também na 1ª Vara Criminal Federal, na terça-feira e na quarta-feira, respectivamente. Os empresários são acusados de crimes de estelionato contra entidade de direito público, formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, falsidade ideológica e uso de documento falso.

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