PF no PR não confirma inquérito contra Infraero
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segunda-feira, 16 de abril de 2007
Luciana PomboEquipe da Folha 
Curitiba - O superintendente da Polícia Federal (PF) no Paraná, Jaber Makul Hanna Saad, negou ontem que a instituição tenha recebido denúncias e documentação que comprovariam um esquema de propinas dentro da Infraero para beneficiamento de empresas de publicidade. Saad disse que teve conhecimento das denúncias da empresária Silvia Pfeiffer - que foi uma das procuradoras da empresa Aeromídia - através da reportagem da Revista Isto É, publicada esta semana. ''Não temos nada por enquanto. Mas vamos apurar quando as denúncias chegarem formalmente. Instaurarei um inquérito para verificar a veracidade das informações. Mas tenho que aguardar um comunicado oficial antes de falar qualquer coisa sobre o tema'', afirmou Saad.
Silvia relatou à revista que a empresa que a filha era dona teria financiado um mensalinho para que houvesse burla em licitações e contratação de empresas de emergência. A empresária (que não foi encontrada pela FOLHA) ainda afirmou que pagava propina mensal entre 2002 e 2004 através de depósitos bancários feitos em dinheiro e pagamento de bloquetos. As somas chegavam a R$ 20 mil mensais que beneficiavam contas correntes de parentes dos diretores.
Os maiores valores teriam sido pagos para atuar no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região de Curitiba. A empresária afirma ter pago valores também em aeroportos de Brasília e Alagoas. Silvia ainda faz denúncias contra o ex-secretário de Urbanismo da Prefeitura de Curitiba, Carlos Alberto Carvalho, que teria liberado alvarás de funcionamento para veicular seus anúncios em aeroportos. De acordo com ela, Carvalho teria sugerido se tornar sócio da Aeromídia em troca da liberação dos alvarás. O ex-secretário teria quitado as dívidas com a Prefeitura e emitido notas frias para o fechamento de contratos irregulares.
Fariam parte do mensalinho, segundo Silvia, a contratação de parentes dos diretores. A FOLHA entrou ontem em contato com a Justiça Federal, Ministério Público (MP) federal e Ministério Público (MP) estadual, mas em nenhum destes órgãos há denúncia ou processo instaurado contra a Infraero no Paraná.


