PF nega abusos na ação contra corruptos
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quinta-feira, 24 de maio de 2007
Agência Estado 
Brasília - Na berlinda depois que detalhes da Operação Navalha vazaram e atingiram representantes dos três Poderes, a Polícia Federal divulgou ontem nota onde afirma a atuação legal no caso. Na nota divulgada ontem, a PF refuta as acusações, feitas na quarta-feira pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que a instituição estaria tentando intimidá-lo ao divulgar informações - segundo ele falsas - de que seu nome estaria na lista de presentes da construtora Gautama.
Pivô da quadrilha, desbaratada no final da semana passada pela operação Navalha, a empresa teria distribuído ''mimos'', como uísque, gravatas e viagens, no final do ano passado, a autoridades dos três poderes do seu rol de interesses. Para Mendes, a atitude da PF ''foi uma canalhice'', típica de ''estado policial''.
No texto, a PF afirma que sua relação com o Poder Judiciário ''é de respeito e pleno acatamento às suas decisões'', especialmente quando se trata da mais alta corte de Justiça do País, o STF. Conforme a nota, a PF considera que não cabe manifestação sobre a opinião pessoal de um dos ''ilustres membros'' da corte. Mas deixa claro que não cometeu qualquer abuso nas investigações. ''A legalidade dos atos (da PF) encontra-se submetida aos controles institucionais das autoridades judiciárias e do Ministério Público'', acrescenta.
Bastante irritado com o vazamento da lista de mimos, Mendes, que alega ter sido confundido com um homônimo, cobrou providências do ministro da Justiça, Tarso Genro, e do diretor da PF, Paulo Lacerda, aos quais reputou o fato como extremamente grave e uma ''canalhice''.
A Procuradoria-Geral da República vai analisar se existe algum ato de ofício, como emenda em favor de obras irregulares executadas pela empreiteira Gautama, praticado por parlamentares, ministros de Estado, governadores e outras autoridades com direito a foro especial, beneficiados com presentes do empresário Zuleido Veras, dono da empresa, um dos presos na operação.


