PF marca exumação para sábado
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quarta-feira, 19 de novembro de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Federal (PF) em Brasília marcou para o próximo sábado, às 10 horas, a exumação do corpo do ex-diretor da Banestado Leasing e ex-secretário do Esporte e Turismo Osvaldo Magalhães dos Santos, o Osvaldinho. O corpo está enterrado no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba.
De acordo com a assessoria de Comunicação da PF, dois peritos vão participar do processo de exumação, solicitada pela CPI do Banestado e autorizada pelo juiz Sérgio Moro, da 2 Vara Criminal Federal, especializada em crimes contra o sistema financeiro.
Dois médicos legistas do Instituto Geral de Perícia do Estado do Rio Grande do Sul Francisco Silveira Benfica e Márcia Vaz , farão a exumação. A PF enviará a Curitiba também o diretor técnico-científico, Geraldo Bertollo, e o perito Sergei Kalupniek, especialista em DNA, para acompanhar o procedimento.
Na exumação, será colhido material para exame de DNA, que será analisado no Instituto Geral de Perícia do Rio Grande do Sul. O exame, a princípio, deve ser feito sem custos, segundo a PF. Entretanto, caso seja necessária a compra de material reagente de que o instituto não disponha, os custos devem ser arcados pela CPI do Banestado. Por força da decisão do juiz, os custos da exumação estão a cargo da Assembléia. O presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), não quer arcar com as despesas. Desde o início, ele se colocou contra o pedido de exumação. Mas os deputados da CPI estão convictos de que a Assembléia vai arcar com as despesas. Ainda segundo a decisão do juiz, a imprensa não poderá acompanhar a exumação.
O ex-secretário morreu em um acidente de carro no feriado de 7 de Setembro de 1998, na região de Palmeira (40 quilômetros ao sul de Ponta Grossa). Ele fazia parte das investigações do Ministério Público no caso que apurava prejuízos de R$ 600 milhões causados ao então banco estatal do Paraná, gerados por empréstimos feitos a empresas que não tinham como pagar.
O relator da CPI do Banestado, delegado licenciado Mário Sérgio Bradock (PMDB), disse que vai acompanhar a exumação. ''Já participei de várias quando era delegado'', lembrou. Bradock disse que não há como estimar quanto tempo a CPI terá que esperar pelos resultados dos exames. A família já se colocou à disposição para ceder material genético para comparação. A CPI resolveu pedir a exumação depois de ouvir uma série de depoimentos e constatar que faltavam documentos comprovando a identidade do corpo.
O relatório da CPI deve ser concluído nos próximos dias. O presidente da comissão, Neivo Beraldin, pretende fazer uma sessão especial no dia 26, para apresentar o relatório final.


