Curitiba - Otávio Brandão, diretor do Instituto Nacional de Criminalística (INC), órgão vinculado à Polícia Federal (PF) em Brasília, deve designar amanhã o perito que se deslocará a Curitiba para fazer a exumação do corpo do ex-diretor da Banestado Leasing e ex-secretário do Esporte e Turismo Osvaldo Magalhães dos Santos, o Osvaldinho, enterrado no Cemitério Parque Iguaçu.
Salvo mudança de última hora, Otávio Brandão pretende enviar a Curitiba apenas um perito. O diretor do INC tem ainda um problema para resolver. Brasília não tem os equipamentos e aparelhos necessários para a análise de DNA, e portanto Otávio Brandão terá que encaminhar o material para outra cidade, que ainda não foi definida. As informações são da assessoria de imprensa da PF em Brasília.
Em Curitiba, os deputados da CPI do Banestado, autores do pedido de exumação, aguardam com ansiedade. Os depoimentos colhidos até agora e a falta de documentos que comprovem a identidade do corpo de Osvaldinho levaram os deputados a pedir a exumação, já autorizada pela Justiça Federal.
A CPI encerra seus trabalhos no dia 28 deste mês, e logo em seguida o deputado Mário Sérgio Bradock (PMDB) terá que fechar o relatório final. O presidente da comissão, Neivo Beraldin (PDT), pretende encaminhar a papelada ao Ministério Público até o dia 13 de dezembro.
O impasse em relação ao pagamento das despesas com a exumação do corpo do ex-secretário continua. O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), disse que ainda não foi notificado da decisão do juiz Sérgio Moro, que coloca o Poder Legislativo como responsável pelo pagamento. Brandão já avisou que não quer pagar, apesar da disposição do primeiro-secretário, Nereu Moura (PMDB), em arcar com os custos. ''Quem decide as questões aqui dentro é o presidente'', avisou Brandão, irritado com a decisão da CPI de pedir a exumação.

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