PF já investiga deputados suspeitos no Rio de Janeiro
Das Agências
Do Rio e de Brasília
A Polícia Federal deverá entregar hoje à Assembléia Legistativa do Rio de Janeiro resultado de uma investigação, pedida pelo presidente da Casa, Sérgio Cabral Filho (PMDB), sobre o possível envolvimento de outros parlamentares com o crime organizado, além dos já citados Núbia Cozzolino (PTB) e Jorge Teodoro dos Santos, o Dica (PFL). Eles tiveram o sigilo bancário, fiscal e telefônico quebrados pela CPI do Narcotráfico porque teriam implicações com organizações criminosa.
Apesar da quebra do sigilo, os dois deputados voltaram a negar ontem ter ligações com o crime organizado. Estão tentando me prejudicar com essas denúncias, reagiu Dica. A CPI vai provar a minha inocência, destacou Núbia.
O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, anunciou ontem que o partido fará uma triagem para eliminar filiações de pessoas acusadas de irregularidades. Durante o encontro da executiva do partido, realizado ontem, vários dirigentes afirmaram se sentir constrangidos com o envolvimento de filiados em atividades ilegais. Bornhausen disse que será dada uma atenção especial aos Estados em que o processo político trouxe à tona pessoas que não se recomendam.
Pertenceram ao PFL os deputados cassados Hildebrando Pascoal (AC) e Talvane Albuquerque (AL), e estão sendo investigados pela CPI do Narcotráfico os deputados Augusto Farias (AL) e José Alex (AC).
No encontro, a executiva do PFL também advertiu os ministros filiados para que prestigiem lideranças locais nas viagens e que o partido vai intervir junto à União para uma solução em relação a dívida do extinto Banco Estadual de Rondônia.





