Brasília - As investigações do suposto esquema de fraudes em contratos de empréstimos consignados do Senado com instituições financeiras vão ser realizadas apenas pela Polícia Federal. O Ministério Público Federal rejeitou o pedido da Polícia do Senado para prorrogar o inquérito que analisava as denúncias contra o ex-diretor de Recursos Humanos da Casa João Carlos Zoghbi.
A justificativa é que as denúncias ''ultrapassam o âmbito do Senado Federal''. A investigação será administrada pelo delegado Gustavo Buque, que já presidia um inquérito sobre esse caso - que inclui a denúncia de que o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia teria chefiado um suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratos terceirizados do Senado.
O delegado terá que decidir se mantém ou não os indiciamentos da Polícia do Senado. No inquérito aberto pela Polícia Legislativa, o ex-diretor de Recursos Humanos foi indiciado por formação de quadrilha e corrupção passiva, assim como o seu filho, Marcelo Zoghbi, e os empresários Ricardo Nishimura e Bianka Machado e Dias. Eles são donos da empresa Contact, que intermediavam as operações de crédito para o Senado.

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