PF investiga suposto crime durante eleições no Paraná
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quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Isabela Fleischmann <br> Reportagem Local </br> 
A Polícia Federal (PF) identificou três suspeitos de crime eleitoral durante o 1º turno. As intimações foram por quebra de sigilo de voto no Paraná, em razão de um eleitor que filmou seu voto com uma arma de brinquedo, e incitação ao crime por mensagens ameaçadoras em São Paulo e Sergipe.
No Paraná, foi cumprido um mandado de busca e apreensão para verificar se a arma de fogo exibida no vídeo - que se tornou viral - era real ou um simulacro.
Segundo a PF, as ações têm como objetivo "identificar e afastar possíveis ameaças ao processo eleitoral de 2018". Os suspeitos foram identificados por um exame prosopográfico, que permite fazer o reconhecimento da pessoa sem exibir a totalidade do rosto, somente pontos do corpo e da face. O exame apura cicatrizes, saliência de ossos e rugas.
Para o delegado da PF, Guilherme Torres, o vídeo em que o eleitor vota com uso de arma de fogo poderia configurar, além da violação do sigilo do voto, o porte ilegal de arma. Entretanto, durante a busca na residência do homem, foi encontrada uma arma de brinquedo. "Ele [o eleitor] citou que estava embriagado no dia da eleição e fez isso num ato impulsivo", afirmou Torres.
Quanto à incitação de crime, foi identificada uma pessoa em Sergipe que pedia que fossem cometidos crimes contra um candidato à presidência da República, conforme o delegado. "E uma outra postagem em São Paulo em que se incitava que fossem cometidos crimes contra as mulheres que votassem em um outro candidato à presidência". Nesses casos, as pessoas envolvidas tiveram de assinar dois Termos Circunstanciado de Ocorrência.


