A Polícia Federal (PF) começou a investigar ontem denúncia de irregularidades no pagamento de dívidas judiciais envolvendo o governo Mário Covas (PSDB). Por determinação do ministro Edson Vidigal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), seis advogados de credores do governo do Estado de São Paulo foram ouvidos pela PF.
Os advogados são os autores de uma queixa-crime impetrada contra Covas no STJ. Eles pedem o enquadramento do governador em crime de responsabilidade por não quitar precatórios lançados no orçamento anual. Ainda de acordo com os denunciantes, Covas quebrou a ordem cronológica quando autorizou a liberação de recursos a credores em ações indenizatórias.
Um dos advogados, José Mário Pimentel de Assis Moura, presidente da Associação Brasileira dos Credores da Administração Pública, acusa o governador de ter privilegiado credores, como o sogro do ex-procurador-geral de Justiça, Araldo Dal Pozzo.
Assis Moura também comunicou à PF que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou irregularidades em pagamentos do governo Covas a empreiteiras.

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