PF investiga fraudes na Prefeitura de Foz do Iguaçu
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terça-feira, 19 de abril de 2016
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
O prefeito de Foz do Iguaçu (Oeste), Reni Pereira (PSB), foi conduzido coercitivamente quando o investigado é obrigado a prestar depoimento na delegacia pela Polícia Federal (PF), ontem, durante a Operação Pecúlio, que tem o objetivo de desarticular um esquema de corrupção, principalmente por fraudes em processos licitatórios ligados à Secretaria de Obras e Secretaria de Saúde. Na casa do prefeito, foram apreendidos R$ 120 mil em dinheiro e duas armas, registradas.
Participaram da operação cerca de 250 policiais federais, 23 servidores da Receita Federal e 14 da Controladoria Geral da União (CGU), que cumpriram 4 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária, 19 conduções coercitivas e 51 mandados de busca e apreensão em residências dos investigados, órgãos públicos e em empresas supostamente ligadas à organização criminosa. Pereira concedeu entrevista coletiva ontem à tarde e negou envolvimento nas irregularidades. "Até onde me consta, o dinheiro você coloca onde você quiser. A origem desse dinheiro é uma ação judicial que eu ganhei. Já comprovei três vezes a origem dele e vou comprovar de novo", disse o prefeito sobre o montante que guardava em casa.
Segundo a PF, as investigações foram iniciadas há dois anos, quando ficou constatada a existência de indícios de ingerências de gestores do município, de forma direta e indireta, em empresas contratadas para prestação de serviços e realização de obras junto à Administração Municipal. Para essas obras, foram direcionadas quantias milionárias de recursos públicos federais, oriundos de projetos como o PAC.
Embora tenha sido conduzido para prestar esclarecimento, o prefeito Reni Pereira disse que a administração está colaborando com as investigações. "Vamos nos inteirar para saber em quais licitações existiram as irregularidades. Temos interesse em esclarecer isso."
Os investigados responderão pelos crimes de peculato, corrupção passiva e corrupção ativa, prevaricação, crimes à lei de licitações e organização criminosa. A reportagem procurou a assessoria da PF no final da tarde para mais informações sobre a operação, mas não houve retorno.


