PF investiga fraude na Casa da Moeda
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quarta-feira, 01 de julho de 2015
Agência Estado 
Rio - A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem a operação Vícios, que investiga fraude num contrato da Casa da Moeda para a implantação do sistema de controle de produção de bebidas da Receita Federal. Foram confiscados imóveis avaliados em R$ 10 milhões e apreendidos R$ 70 mil em espécie, após serem cumpridos 23 mandados de busca no Rio, em Brasília e em São Paulo. A PF calcula que servidores públicos podem ter recebido R$ 100 milhões em propina, mas nenhuma prisão foi pedida.
O contrato com a multinacional suíça SICPA, datado de 2008, foi prorrogado várias vezes. Segundo as investigações, a propina teria sido paga justamente na renovação do contrato, que, de acordo com o Ministério da Fazenda, tanto a Casa da Moeda quanto a Receita Federal estão subordinadas, envolveu o pagamento de cerca de R$ 6 bilhões em seis anos.
O Sistema de Controle da Produção de Bebidas (Sicobe) foi criado em 2008 pela Receita Federal, para contar e identificar, nas fábricas, a produção das chamadas bebidas frias (cervejas, refrigerantes e águas). Sua gestão ficou a cargo da Casa da Moeda porque o sistema marca cada embalagem com códigos, que funcionam como uma espécie de assinatura digital, permitindo à Receita rastrear cada bebida produzida no País. Segundo o site da Receita, o Sicobe, além de contar a produção, identifica o tipo de produto, embalagem e sua marca comercial.
A SICPA foi contratada pela Casa da Moeda para cuidar da infraestrutura e da tecnologia do Sicobe. Segundo a assessoria de imprensa da estatal, o contrato começou em 2009 e terminou em 2011. Depois de ser prorrogado por 12 meses por duas vezes, um novo contrato foi assinado em 2013, com vigência até 2016.
A PF investiga fraudes no processo de prorrogações do contrato. Em nota, a Casa da Moeda informou que a investigação foi iniciada a pedido da atual direção, que assumiu em 2012.


