A Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu inquérito para investigar crime de falso testemunho supostamente cometido pelo chefe do Departamento de Fiscalização Indireta do Banco Central, Vânio Aguiar, em depoimentos sobre os socorros aos bancos Marka e FonteCindam. A investigação foi aberta por recomendação do Ministério Público que acha que há indícios de que Aguiar omitiu informações em depoimento prestado em maio de 1999.
Segundo uma autoridade ligada às investigações, o falso testemunho ocorre tanto quando um depoente conta uma versão mentirosa quanto quando omite informação importante às apurações. Aguiar depôs sobre o caso pela primeira vez na PF, em maio de 1999. Há poucos dias, o funcionário do BC contou uma história com mais detalhes.
O ponto obscuro é sobre a execução das garantias na Bolsa de Mercadorias e de Futuros (BM&F) que serviriam para cobrir prejuízos decorrentes de quebra de instituições financeiras. Um representante da BM&F, Antônio Carlos Mendes Barbosa, havia fornecido a Aguiar explicações detalhadas sobre como as garantias são usadas, mas o funcionário do BC deixou de relatar detalhes dessa conversa à PF no depoimento dado em 1999.

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