Brasília - Fontes da Polícia Federal revelaram ontem que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de bens e contas bancárias de 40 pessoas físicas e jurídicas. Elas são acusadas de envolvimento com a quadrilha especializada na venda de sentenças judiciais para beneficiar a máfia de jogos.
Na quinta-feira, essas fontes haviam informado que o bloqueio de bens atingiria 50 pessoas - 25 presos na sexta passada, seus parentes e sócios pela PF durante a Operação Hurricane (furacão). Ontem, eles disseram que são 40 CPFs e CNJs atingidos pelo bloqueio. Desse total, 25 são dos presos e 15 de pessoas ligadas a eles - como parentes, laranjas e sócios.
Segundo a PF, o número de contas bloqueadas pode passar de 80, já que uma mesma pessoa pode possuir várias.
A PF também investiga contas no exterior. Para isso pediu ajuda de organismos internacionais que irão trabalhar em conjunto com o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) na busca de movimentações financeiras suspeitas de pessoas ligadas aos presos e deles próprios.
A Operação Hurricane, deflagrada na última sexta-feira, descobriu uma organização criminosa que comprava sentenças judiciais para beneficiar casas de bingos e bicheiros. O grupo era formado por desembargadores, empresários, bicheiros e advogados.

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