São Paulo - A Polícia Federal indiciou ontem o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) e seu filho Flávio Maluf por cinco crimes: lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha, peculato (desvio de dinheiro público) e sonegação fiscal. O indiciamento foi determinado delegado Protógenes Queiroz, da PF de Brasília. Na manhã de ontem, Maluf e seu filho prestaram depoimento na sede regional da PF da Lapa, em São Paulo.
O procurador da República Pedro Barbosa Pereira Neto, que participa das investigações, disse que outros familiares de Maluf serão ouvidos no inquérito que investiga o suposto envio de dinheiro de Maluf para contas na Suíça. Entre os familiares, estão a filha Ligia Maluf e a nora Jaqueline.
A PF também suspeita que Maluf e familiares tenham enviado dinheiro para outros países, além da Suíça. As remessas teriam sido realizadas na gestão de Maluf na Prefeitura de São Paulo (1993-1996) e continuado quando de Celso Pitta - eleito com apoio de Maluf - era prefeito (1997-2000).
Paulo Maluf respondeu às denuncias de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha e peculato de em uma nota que emitiu, ontem à tarde. Maluf salienta que ''se alguma instituição deseja fazer uso eleitoral desse episódio para favorecer algum candidato, comigo vai quebrar a cara. Ninguém jamais me intimidou ou vai intimidar''.
O ex-prefeito de São Paulo disse também que se apresentou para depor, mesmo antes do final do processo eleitoral que termina no dia 31, e que lhe dá imunidade. Na nota, Maluf diz que ainda não tomou posição sobre o segundo turno.

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