A Justiça Eleitoral de Foz do Iguaçu convocou cerca de 800 policiais para acompanhar as eleições nas 497 seções espalhadas em 83 escolas do município. Outra preocupação dos juízes está na locomoção de 5 mil ‘‘brasiguaios’’ (brasileiros que moram no Paraguai), que podem utilizar transportes irregulares pagos por candidatos.
A Polícia Federal destacou seis homens somente para fiscalizar a passagem de vans, veículos mais visados pelos aliciadores, na aduana brasileira da Ponte da Amizade. Segundo o coordenador do grupo, Everaldo Pamplona, as averiguações serão feitas tanto na entrada quanto na saída do Brasil, já que um dos objetivos é ‘‘inibir as pessoas que queiram buscar os eleitores em Ciudad del Este’’.
Segundo a polícia, alguns candidatos chegam a pagar diárias aos eleitores, motivo que não descarta a realização de buscas em pequenos hotéis e pensões. A Justiça Eleitoral também procura pessoas que apresentaram endereços falsos durante a atualização do título. Segundo o juiz da 147ª Zona Eleitoral de Foz, Marcelo Gobbo Dalla Déa, 18 documentos foram cancelados. ‘‘Eles aparecem na lista das seções com um carimbo. Caso a pessoa compareça para votar, será autuada e terá que dar explicações.’’
Além dos cadastros e transportes irregulares, existem denúncias sobre ‘‘aluguéis de documentos’’, onde candidatos a vereador estariam pagando cerca de R$ 15,00 para os brasileiros que não virão a Foz no dia da eleição, mas ainda possuem residência fixa na cidade. Como não há fotografia no título, ele poderia ser repassado para cabos eleitorais, que votariam duas ou mais vezes em zonas diferentes.
‘‘Estamos investigando todas as denúncias. Se existem irregularidades, elas serão identificadas’’, disse Dalla Déa, destacando ainda que a Justiça Eleitoral fará um novo recadastramento logo após as eleições. ‘‘O trabalho não foi feito nas últimas semanas porque poderia prejudicar a eleição deste ano.’’

mockup