PF faz devassa em escritórios de chinês
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quarta-feira, 02 de junho de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Foi numa casa de câmbio e no escritório de contabilidade do empresário Law King Chong que os agentes da Polícia Federal (PF) encontraram novas provas contra o homem que acusam de ser o maior contrabandista do País. Foram apreendidos mais de R$ 100 mil, dólares, computadores e documentos. Law foi preso terça-feira e acusado de tentar comprar por US$ 1,5 milhão o deputado Luiz Antonio Medeiros (PL-SP), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria. O dinheiro serviria para retirar do relatório final da CPI o nome de Chong.
Quase duas dúzias de computadores e 120 caixas com documentos foram recolhidos na casa de câmbio Satélite Turismo e no escritório de contabilidade de Chong. Na Satélite, havia R$ 93 mil, US$ 3 mi e 12 computadores. No escritório, foram achados R$ 25 mil - ontem os policiais haviam apreendido US$ 58,8 mil com o despachante aduaneiro Pedro Landolfo Sarlo, intermediário de Chong no suborno. ''Tudo será examinado em Brasília'', afirmou o delegado Daniel Sampaio, do Comando de Operações Táticas (COT).
A prisão de Chong pode provocar uma nova crise na Superintendência da PF em São Paulo. Delegados reunidos hoje na federação nacional da categoria decidiram apresentar em assembléia a proposta de pedido coletivo de transferência do órgão. Dizem que, se há em Brasília suspeita contra os homens da PF em São Paulo, o comando deve manifestar-se.
Para Elias Ambar, diretor da União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco), as prisões não provocaram alterações no comércio dos shoppings e lojas da rua: ''Pelo menos, nada que notássemos.''


