PF conclui que máfia do sangue atuava em 4 pastas
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quarta-feira, 09 de junho de 2004
Agência Estado 
Brasília - As investigações feitas pela Polícia Federal (PF) concluíram que a máfia do sangue não fraudava apenas licitações no Ministério da Saúde. Teve atuação em pelo menos outros quatro ministérios. Os investigadores guardam sigilo sobre os órgãos que serão alvo de Operação Vampiro, mas pelo menos quatro deles estão monitorados. Os analistas cruzam documentos para saber os tipos de fraudes que eram executadas pelo grupo, mas se sabe que também era na área de compras.
A Operação Vampiro, que levou 17 acusados para a prisão, será desmembrada em outros seis inquéritos que deverão ser abertos na próxima semana pela PF. Ontem, investigadores que trabalham no caso descobriram quatro novas empresas do grupo no exterior. Delas, duas seriam ligadas ao empresário Jaisler Jabour de Alvarenga, que usava as filhas como laranjas nas transações financeiras feitas com firmas no Brasil.
O principal foco da investigação está agora nas transações financeiras do grupo, principalmente, em torno dos empresários Lourenço Rommel Ponte Peixoto, Laerte de Arruda Corrêa Júnior e de Alvarenga, considerados os principais cabeças do esquema de fraudes em licitações. Alvarenga, por exemplo, é ligado a duas empresas off-shore no Uruguai.


